{"mra_anoReferencia":2025,"mra_conteudo":[{"texto":"O Value at Risk (VaR) é uma métrica de avaliação de risco amplamente utilizada pelas instituições financeiras, pois é uma medida que resume, em forma estatística, os riscos de perdas financeiras devido as exposições de um determinado portfólio às flutuações do mercado. Por meio de analises estatísticas, este modelo representa e/ou estima a máxima perda financeira devido as movimentações do mercado (em condições de normalidade), para um determinado horizonte de tempo. Dentre as diferentes metodologias disponíveis para o cálculo do VaR (paramétrico, simulação histórica e simulação de Monte Carlo), a Instituição entende que a metodologia paramétrica é a mais adequada dado às características das posições da sua carteira, além desta métrica ser um modelo estatisticamente consistente e relativamente simples. Esta metodologia se baseia na hipótese estatística de normalidade na distribuição de probabilidades das variações dos fatores de risco, fazendo uso das volatilidades de cada fator de risco e das respectivas correlações entre eles. Em posse destas informações, é possível estimar a potencial perda financeira de um determinado portfólio para um determinado intervalo de tempo. O teste de estresse é uma ferramenta complementar às medidas de Valor em Risco, ela é utilizada para mensurar e avaliar o potencial risco financeiro ao qual a Instituição está exposta sob condições de ruptura, na qual as hipóteses de normalidade do modelo de VaR são violadas. Este teste se baseia em cenários de estresse obtidos por panoramas econômicos, dados históricos ou ainda desenvolvidos por testes estatísticos. Uma vez obtida a parametrização do cenário de cálculo, é aferido o valor financeiro do portfólio sob a aplicação do estresse e comparado com o valor financeiro do portfólio em condições reais de mercado. Os resultados obtidos a partir das análises de testes de estresse devem ser avaliados periodicamente pelo Comitê de Risco de Mercado. A frequência mínima de realização dos testes de estresse é trimestral. Conforme descrito no documento Parâmetros e Indicadores, Risco de Mercado, esses são desenvolvidos por meio de estudos disponibilizados pela Bolsa de Mercadorias e Futuros (B3). É importante salientar que estes cálculos são implementados para todo o conjunto de Portfólios da Instituição. Visando um monitoramento granular para a Área de Negócios / Tesouraria, é empregada a técnica de Controles de Exposição por Books / Estratégias e mapeamento de DV-01 por Vértices de mercado. Essa visão permite que seja desenvolvido um acurado controle fatorado nos principais fatores de risco: Moedas, Cupom de Juros em Moedas Estrangeiras e Exposições Prefixadas. Estas aferições quantificam os valores financeiros ao qual a Instituição está exposta, além de possuir uma grande quantidade de informação sobre o Risco depositado na estrutura temporal de Juros ao qual os portfolios da Instituição estão submetidos. Dessa maneira, essa abordagem auxilia a mitigação de exposições indesejadas (fora de limites), assim como na confecção direta de hedges. Como complemento a essa técnica, é aplicada uma análise de sensibilidade por meio da técnica conhecida como DV1, onde essa é sensível aos movimentos paralelos e/ou inclinados das curvas de mercado.Esta abordagem consiste em aplicar um choque de 1 basis point sobre as respectivas curvas de mercado para se obter o valor do DV1, por consequência, é possível medir eventuais descasamentos de prazos, mesmo em casos de não haver, a priori, Exposição Cambial ou Prefixada detectável. A análise de Backtesting é a comparação entre uma estimativa de perda/ganho ex-ante com a perda/ganho realmente observados. O intuito desta análise é avaliar a eficiência e adequação do modelo de VaR utilizado. Para efeitos de backtesting, utilizam-se perdas/ganhos efetivos para cada unidade de negócio.","tags":["a"]},{"texto":"A estrutura de Risco de Mercado possui princípios de gestão de risco que objetivam: Identificação do Risco de Mercado: Identificação dos riscos de mercado associados a cada produto e mercado em que são negociados; Definição clara dos fatores e tipos de risco de mercado; Participação no processo de aprovação de novos produtos. Mensuração do Risco de Mercado: Revisão e aprovação dos modelos de precificação e dos sistemas de valorização utilizados pelo Front Office e pelo Back Office; Medição dos riscos de mercado por fatores de risco, mercados e produtos; Desenho dos cenários extremos relevantes, visando a medição do impacto de condições excepcionais de mercado. Controle do Risco de Mercado: Controle de processos que visam assegurar o cumprimento das normas aplicáveis; Estabelecimento dos padrões para o controle de limites e informações dos excedentes; Execução de controles para que o nível de risco esteja de acordo com os limites estabelecidos, assim como ao capital alocado. Avaliação de Risco de Mercado: Definição de critérios coerentes para fixar a estrutura de limites em consonância com o apetite de risco definido; Avaliação da concentração de riscos; Execução de processos para certificar os resultados obtidos, para que os mesmos sejam consistentes com os riscos assumidos. Informação de Risco de Mercado: Comunicação às unidades de negócio e ao Comitê de Risco de Mercado da Instituição quanto aos níveis de risco incorridos, com adequado nível de precisão e com a periodicidade necessária; Definição dos padrões de informação de risco, tanto internos quanto externos. Gestão de Risco de Mercado: Estabelecimento de limites de risco de mercado consistentes com o crescimento do negócio, em função do apetite de risco estabelecido; Criação de valor para o acionista mediante o desenvolvimento de ferramentas e metodologias que contribuam à gestão de capital. O diretor responsável pela estrutura de gerenciamento do risco de mercado é o Diretor de Riscos. As suas atribuições não contemplam atividades relativas à administração de recursos de terceiros tampouco a operações de tesouraria. A atividade de gerenciamento do risco de mercado é executada por uma unidade específica, a Gerência de Risco de Mercado e Liquidez, segregada das unidades de negócio e da unidade executora da atividade de Auditoria Interna da Instituição, conforme requer a regulamentação do Banco Central do Brasil.","tags":["b"]},{"texto":"A estrutura de Risco de Mercado possui princípios de gestão de risco que objetivam: Identificação do Risco de Mercado: Identificação dos riscos de mercado associados a cada produto e mercado em que são negociados; Definição clara dos fatores e tipos de risco de mercado; Participação no processo de aprovação de novos produtos. Mensuração do Risco de Mercado: Revisão e aprovação dos modelos de precificação e dos sistemas de valorização utilizados pelo Front Office e pelo Back Office; Medição dos riscos de mercado por fatores de risco, mercados e produtos; Desenho dos cenários extremos relevantes, visando a medição do impacto de condições excepcionais de mercado. Controle do Risco de Mercado: Controle de processos que visam assegurar o cumprimento das normas aplicáveis; Estabelecimento dos padrões para o controle de limites e informações dos excedentes; Execução de controles para que o nível de risco esteja de acordo com os limites estabelecidos, assim como ao capital alocado. Avaliação de Risco de Mercado: Definição de critérios coerentes para fixar a estrutura de limites em consonância com o apetite de risco definido; Avaliação da concentração de riscos; Execução de processos para certificar os resultados obtidos, para que os mesmos sejam consistentes com os riscos assumidos. Informação de Risco de Mercado: Comunicação às unidades de negócio e ao Comitê de Risco de Mercado da Instituição quanto aos níveis de risco incorridos, com adequado nível de precisão e com a periodicidade necessária; Definição dos padrões de informação de risco, tanto internos quanto externos. Gestão de Risco de Mercado: Estabelecimento de limites de risco de mercado consistentes com o crescimento do negócio, em função do apetite de risco estabelecido; Criação de valor para o acionista mediante o desenvolvimento de ferramentas e metodologias que contribuam à gestão de capital. O diretor responsável pela estrutura de gerenciamento do risco de mercado é o Diretor de Riscos. As suas atribuições não contemplam atividades relativas à administração de recursos de terceiros tampouco a operações de tesouraria. A atividade de gerenciamento do risco de mercado é executada por uma unidade específica, a Gerência de Risco de Mercado e Liquidez, segregada das unidades de negócio e da unidade executora da atividade de Auditoria Interna da Instituição, conforme requer a regulamentação do Banco Central do Brasil.","tags":["c"]}]}